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Potencialidades turísticas do Nordeste do Brasil com ênfase nos
sertões
Geraldo Medeiros de Aguiar
Economista e MSc em
Administração de Empresas
Faculdade Boa Viagem / UNIVERSO
O Nordeste com os
seus 1,6 milhões de km² possuem mais de 45 milhões de habitantes e é
detentor do maior litoral brasileiro, 3.300 km, (45% da costa do Brasil)
diferenciados em cinco tipos ou paisagens principais, isto é: i) o litoral
úmido com tabuleiros nos estados da Bahia e Sergipe; ii) o litoral úmido
com tabuleiros e dunas desde Alagoas até o município de Touros no Rio
Grande do Norte; iii) o litoral semi-árido com tabuleiros e dunas desde
Touros (RN) até Camocim no Ceará; iv) o litoral de transição para Amazônia
(com o Delta do Parnaíba nas adjacências de Camocim (CE) até o rio Munim)
inserindo-se nele uma das paisagens mais bela e única no planeta que são
os Lençóis Maranhenses; v) O litoral amazônico desde o rio Munim até o rio
Gurupi no Baixo Planalto Maranhense.
O litoral nordestino diferencia-se em: i) Litoral Equatorial Amazônico;
ii) Lençóis Maranhenses; iii) Litoral Tropical Semi-árido com Tabuleiros e
Dunas; iv) Litoral Tropical Úmido com Tabuleiros e Dunas; v) Litoral
Tropical-atlântico Úmido com Tabuleiros.
Para um bom marketing ou mercadologia turística o Nordeste pode ser
apresentado, geomorfologicamente, da seguinte forma:
O Meio Norte (Maranhão e Piauí) a partir do Baixo Planalto Maranhense,
Golfão Maranhense (baías do Cumã, São Marcos e São José incluindo a
Baixada Maranhense e os Campos Perizes) passando pelos Lençóis e Planuras
Maranhenses para atingir os Chapadões e Chapadas do Meio Norte, naqueles
estados, e Cuestas do Meio Norte em torno do talvegue do rio Parnaíba;
A grande Depressão Cearense a partir da Serra Grande até a Chapada do
Apodí (nos limites do Ceará com o Rio Grande do Norte) e a Chapada do
Araripe (nos limites do Ceará com Pernambuco e Piauí);
A grande Superfície da Borborema que vai do Ceará até Alagoas compondo a
quase totalidade do relevo dos estados do Rio Grande do Norte, Paraíba e
Pernambuco até limitar-se com as Planuras do Baixo São Francisco entre
Alagoas e Sergipe;
A Bacia Sedimentar Tucano-Jatobá, em plenos sertões da Bahia e Pernambuco,
passando por Petrolândia (PE) e Rodelas-Glória (BA) interfaciando-se com a
Barragem de Itaparica e com o complexo hidrelétrico de Paulo Afonso -
Xingó limitando-se com a Depressão São Franciscanas que a partir de
Pernambuco corta toda a Bahia até Minas Gerais;
As geomorfologias da Superfície Conquista-Maracas, Chapadão Oriental São
Franciscano e a Serra do Espinhaço ? Diamantina estão todas, na Bahia.
Além dessa riqueza geomorfológica o Nordeste do Brasil é dotado, em média,
de 60% das horas, do ano civil, com plena luz solar e uma temperatura em
torno de 25º C com diferentes regimes chuvosos. Suas águas oceânicas e de
superfície são mornas, ou seja, ideal para a temperatura do corpo humano.
Na parte semi-árida chega-se a uma média de 2.700 horas de insolação/ano.
Dos 1287 municípios, existentes no Nordeste, atribui-se que 200 deles
(11%) têm vocação turística nos critérios ou moldes da EMBRATUR a partir
de atrativos naturais, culturais, folclores, artesanatos, manufaturas, e
romarias sem se falar naqueles que podem ser objetos de turismo de
aventuras, ecoturismo e agroturismo. Contribui, para tanto, a grande
biodiversidade não somente de sua flora, mas também, da sua fauna que vai
desde a hiléa amazônica, passando pelos babaçuais ou cocais, cerrados e
campos sujos (de baixa e grande altitudes) matas: atlântica, serrana e de
galerias, diferentes e especificas paisagens semi-áridas (carrasco,
caatinga, seridó, etc.) até as vegetações dos microclimas, das falésias,
das restingas e das dunas litorâneas.
No caso específico do folclore brasileiro o Nordeste tem como destaque
Pernambuco e Maranhão que são considerados aqueles mais ricos e
diversificados do Brasil citando-se, também, a Bahia pela forma como
comercializa e estiliza não somente os ritmos brasileiros e estrangeiros,
mas também, a forte tradição cultural afro-brasileira.
Do ponto de vista das portas de entradas para o turismo mundial, o
Nordeste detem três grandes e modernas portas que são Fortaleza, Recife e
Salvador. No que diz respeito aos roteiros turísticos há o tudo a fazer na
medida em que existem, de forma precária, segundo a EMBRATUR, os
seguintes:
rodoviário, Recife-Caruaru-Brejo da Madre de Deus-Campina Grande-João
Pessoa-Goiana- Recife;
rodoviário, Salvador-Feira de Santana- municípios do Recôncavo
Baiano-Salvador;
fluvial, Pirapora-Depressão São Franciscana até Juazeiro-Petrolina.
Vale salientar que o semi-árido brasileiro é único no planeta na medida em
que é tropical e, totalmente, drenado para o Oceano Atlântico. Observe-se
que dos 2/3 das terras áridas e semi-áridas do mundo, apenas, o semi-árido
brasileiro é tropical e adjacente aos climas equatorial e tropical úmido.
Todos os demais são subtropicais e temperados. Esta é, sem dúvida, uma
grande diferença geoclimática a nível mundial.
Outra característica marcante é a sua rede hidrográfica bem estruturada
para drenar a Região de tal forma a evitar formação de quaisquer bancos de
sais saturados como nos climas áridos dos Estados Unidos, nos Andes
bolivianos ou grandes mananciais hídricos de superfície como é exemplo o
Mar Morto no Oriente Médio.
O quadro, no final, deste ensaio, mostra a rede hidrográfica do Nordeste
por unidades, por estados onde se localizam, áreas em quilômetros
quadrados e potencialidades em hectômetros cúbicos/ano.
Possuem, ainda, os sertões nordestinos açudes perenes de grande porte
muito importante para entretenimento náuticos ou aquáticos como são
exemplos: Orós com 2,1 bilhões de m³ d? água; Araras, no sertão do Acaraú
e Banabuiú no sertão central, com capacidade de 1 bilhão de m³, cada um,
todos no estado do Ceará; Armando Ribeiro Gonçalves, o maior açude (2.4
bilhões de m³) no município de Assu no Rio Grande do Norte;
Boqueirão-Cabaceiras, no altiplano da Borborema, Coremas e Mãe d´Água, na
depressão do Piranhas, todos no estado da Paraíba e com capacidades
superiores a 500 mil m³ d? água, cada um, e Poço da Cruz em Ibimirim,
Pernambuco, com 504 mil m³ d? água. Além desses açudes gigantes existem
vários outros, de menor porte, como são exemplos: Icó e Trussu, no Ceará;
São Gonçalo, na Paraíba; Jaramataia e Boacica, em Alagoas; Jucazinho e
Tapacurá, em Pernambuco, Cocorobó, e Cabeça do Cavalo na Bahia e muitos
outros para abastecimento d?água humano e animal no sertão nos estados
nordestinos. Saliente-se, também, a existência de quatro Grandes Lagos, no
semi-árido, para geração de energia que são Sobradinho, na Bahia (35
bilhões de m³); Itaparica nos limites de Pernambuco com a Bahia (10
bilhões de m³); Moxotó -Paulo Afonso (5 bilhões de m³) e Boa Esperança, no
Piauí (10 bilhões de m³) além das Tomadas d´água de Paulo Afonso e Xingó
no "cânion" do São Francisco.
No Baixo São Francisco ou na Região dos Lagos, em pleno sertão, pode-se
desenvolver um turismo altamente diversificado nos seguintes estados e
municípios:
a) Alagoas. Município de Água Branca, Delmiro Gouveia, Olho D´água do
Casado, Pão de Açúcar, Pariconha e Piranhas;
b) Bahia. Municípios de Abaré, Chorrochó, Glória, Macururé, Paulo Afonso,
Rodelas e Santa Brígida;
c) Pernambuco. Municípios de Belém do São Francisco, Floresta, Itacuruba,
Jatobá, Petrolândia e Tacaratu;
d) Sergipe. Municípios de Canindé do São Francisco, Gararu, Monte Alegre,
Nossa Senhora da Glória, Poço Redondo e Porto da Folha.
No Lago de Sobradinho, no sertão baiano, o potencial turístico é tão
grande como o próprio lago podendo envolver os seguintes municípios:
Xique-Xique, Sento Sé, Pilão Arcado, Remanso, Casa Nova e
Juazeiro-Petrolina. Uma boa programação turística poderia, ainda, nessa
área-programa, envolver o município de São Raimundo Nonato, no Piauí, onde
se situam os mundialmente conhecidos sítios (mais de 400 nos seus 129 mil
ha) históricos-arqueológico do Parque Nacional da Serra da Capivara
considerado patrimônio da humanidade pela UNESCO. Este Parque fica,
relativamente, próximo, à barragem de Sobradinho e da cidade de Petrolina
onde também, se podem desenvolver um agroturismo, turismo aquático e de
aventura.
A guisa de se anotar as atrações turísticas, por estados do Nordeste,
faz-se as seguintes menções:
1. Estado do Maranhão. Com clima equatorial-tropical úmido pode se
destacar as atrações turísticas locais de: i) Reserva Biológica do Gurupi
no Planalto Maranhense (serra do Tiracambu; ii) Cururupu, Santa Helena,
Turiaçu, Pinheiros, Cedral, Guimarães e Viana no Golfão ou Baixada
Maranhense; iii) Barreirinhas, Urbano Santos, Araioses nos Lençóis
Maranhense onde, também, está o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses;
iv) Balsas, Riachão e Carolina nos Chapadões; v) Barra da Corda, Caxias,
Itapecuru Mirim e Catanhede nas Planuras.
As comidas típicas são: cuxá, juçara, caldeirada, peixada e a farinha
d´água como complemento. Possui o Maranhão uma das melhores hidrografias
do Nordeste e do Brasil. Suas paisagens variam da hiléa amazônica, aos
babaçuais (cocais) e as vegetações típicas dos serrados, tabuleiros
costeiros e dunas.
A capital São Luís, declarada patrimônio histórico da humanidade, tem
incomensuráveis atrações históricas e turísticas que se estende aos
municípios de Raposa, Paço do Lumiar e São José do Ribamar. Alcântara na
península do mesmo nome (se situa a Base Brasileira Aeroespacial para
lançamento de mísseis intercontinentais e satélites) tem suas construções
coloniais tombadas pelo Instituto e Patrimônio Histórico e Artístico
Nacional (IPHAN).
O folclore do estado é considerado o segundo mais rico do Brasil onde se
destacam o Tambor-de-Crioula e o Bumba-Meu-Boi sem contar o Sirimbó, o
Carimbó e a Lambada, também, comum ao Estado do Pará.
O Maranhão possui o maior índice de população rural do Brasil e, também, a
maior concentração de renda e miséria relativa nos indicadores de
condições de vida (ICV). Tem uma população de 5,6 milhões de habitantes
dos quais 950 mil estão na Ilha de São Luís onde, também, está o porto
mais moderno do Brasil que é Itaqui.
O estado é cortado desde a área tocantina até São Luís pela moderníssima
Estrada de Ferro Carajás grande opção para interiorização do turismo na
Amazônia brasileira.
2. Estado do Piauí. Com clima tropical semi-árido abriga 2,8 milhões de
habitantes e possui grandes atrações turísticas como são: i) o Delta do
Parnaíba, com 70 ilhas, cujo município base é Parnaíba; ii) as Sete
Cidades no município de Piracuruca e Piripiri; iii) a paisagem de Campo
Maior entre Teresina e a Serra Grande; iv) a Barragem e Lago da Boa
Esperança nas adjacências de Floriano, Jerumenha, Nova Guadalupe e que vai
até Uruçui; v) o Parque Nacional da Serra da Capivara, patrimônio da
humanidade, pelos seus sítios arqueológicos. vi) os Cerrados e Matas de
Galerias da Serra das Mangabeiras, onde se limita, com a Bahia e são
polarizados por Corrente e Cristalândia do Piauí.
A capital Teresina, com um milhão de habitantes, está localizada às
margens do rio Parnaíba e o seu afluente Poti - São Nicolau. Teresina
polariza, também, as cidades de Timon e de Caxias no Maranhão.
Observe-se que os limites do Piauí com o Maranhão se dão pelo talvegue do
Rio Parnaíba onde as cidades existentes do lado direito do rio são
melhores urbanizadas e estruturadas do que às da margem esquerda que se
encontram no Maranhão.
As comidas típicas do Estado são: sarrabulho, chambaril, capote, paçoca,
moqueca, cajuína. Existem doces e refrescos de frutas como o buriti,
bacuri e caju.
3. Estado do Ceará. Com 7,4 milhões de habitantes se caracteriza pelo seu
clima tropical semi-árido inserto quase que totalmente na geomorfológica
Depressão Cearense. Seu extenso litoral semi-árido com dunas e tabuleiros
propicia aos turistas belíssimas praias como Canoa Quebrada, com falésias
vermelhas, e Jericoacoara com imensas dunas brancas.
Na Grande Depressão Semi-árida que é o Ceará existem notáveis microclimas
como a serras: Grande, Baturité, Maranguape e as chapadas do Araripe e
Apodí. Na adjacência do Apodí está em construção o açude Castanhão para
armazenar mais de 4,2 bilhões de m³ d´água com vista ao abastecimento de
Fortaleza e irrigar 43 mil ha. Nos sertões de irauçuba estão as cidades de
Itapagé e Itapipoca e nos sertões dos inhamuns Tauá e Monbaça.
Entre os diferentes atrativos turísticos destacam-se: i) a Serra Grande
onde se encontram a gruta e o Parque Nacional de Ubajara e os climas
amenos de Tianguá, Viçosa e São Benedito e no sopé, em Crateús já próximo
a queda d´água ou Bica de Ipu, também, não muito distante do açude de
Araras e da cidade de Sobral; ii) Canindé cidade famosa pela romaria de
São Francisco das Chagas em pleno sertão do Canindé. iii) as paisagens e
açudes de Quixadá e Quixeramobim; iv) o açude de Banabuiú; v) o açude de
Orós e Trussu nas adjacências de Iguatu; iv) o microclimas de Araripe onde
se destacam os municípios do Crato, pelas suas águas e paisagens, e
Juazeiro do Norte pelo culto e romaria do Padre Cícero além de riquíssimo
artesanato.
Na Chapada do Araripe além do Parque Nacional do Araripe, encontra-se a
maior concentração mundial de fósseis do período cretáceo entre 140 e 65
milhões de anos atrás.
A capital Fortaleza, com 2 milhões de habitantes, além de ser umas das
entradas mundiais para turismo, no Nordeste, se destacam suas praias e
artesanatos. As comidas típicas são: paçoca, lagosta, jabá, peixada e
baião-de-dois. Também se degustam doces e sorvetes de diversas frutas
tropicais, castanhas de caju e cajuína.
4. Estado do Rio Grande do Norte. Aqui o litoral de 410 km sofre bruscas
mudanças no município de Touros, isto é, o litoral semi-árido com dunas e
tabuleiros muda para um litoral tropical úmido com dunas e tabuleiros. No
primeiro, destacam-se as salinas, as termas de Mossoró e as praias de
Camapum, São Miguel do Gostoso e Touros, no segundo, as praias de
Genipabu, Pirangi e Timbau do Sul.
O Rio Grande do Norte abriga uma população de 2,6 milhões dos quais 700
mil vivem na capital Natal que se destaca, não somente pela beleza de suas
praias, mas também, pela hospitalidade do natalense. Diga-se, também, que
Natal, pela sua situação geográfica, no continente, é a cidade de ar puro
do mundo (não sujeita a poluição atmosférica) em virtude de ser palco de
intersecção de diferentes corrente de ar na América do Sul.
Grande parte do semi-árido do estado está no cristalino da Superfície da
Borborema em clima tropical e semi-árido e na Depressão do Piranhas-Açu.
No sertão do seridó encontram-se as cidades Parelhas, Caicó, Jardim do
Seridó e Acari que conformam uma paisagem única no semi-árido onde o açude
das Gargalheiras mostra todo seu encantamento. Acari é considerado a
cidade mais limpa do Brasil. Vale conferir. É alvo de curiosidade
turística as minerações sitas em Currais Novos.
Na Chapada do Apodí convém visitar, em turismo de aventura, a Serra do
Coqueiro (868 m). O agroturismo pode e deve ser desenvolvido nas
plantações da Maisa, como também, na Serra do Mel.
Pelo seu tamanho e volume d ?água armazenada o açude Armando Ribeiro
Gonçalves, em Assu, pode acolher entretenimentos e esportes náuticos cuja
base hoteleira está na cidade de Mossoró com seu balneário térmico para
todos os gostos.
As comidas típicas que mais se destacam são: a carne de sol, o jabá, a
carne de vento, a charque, a buchada e o sarapatel.
Pertence, ainda, ao estado a Reserva Biológica Atol das Rocas.
5. Estado da Paraíba. Salvo a majestosa faixa litorânea com suas belas e
convidativas praias a Paraíba está inserta na Superfície da Borborema
desde o brejo de Areia, passando por Ingá do Bacamarte até Campina Grande
no sentido da Depressão dos Rios Peixe-Piranhas-Piancó até o Sitio
Paleontológico do Vale dos Dinossauros no município de Sousa onde, também,
pode ser visitada a fazenda Acauã.
Nesse trajeto dos sertões dos cariris o turista tem o deslumbre de ver e
descer a Serra da Borborema até Patos, para em seguida se deleitar não
somente com a paisagem, mas também, com o que pode oferecer,
turisticamente, os açudes de Piranhas e Mãe Dágua sem falar no de São
Gonçalo que tem pleno uso no perímetro irrigado e próprio para o
agroturismo.
É válido conhecer a Serra do Teixeira desde Manaira, passando por Princesa
Isabel, Tavares, Juru, Imaculada, Mãe Dágua, Teixeira, e Desterro. Em
Teixeira é convidativo visitar o Pico do Jabre com 1.197 m de altitude.
Na capital João Pessoa (antiga Parayba da Nossa Senhora das Neves) com 600
mil habitantes está a Ponta de Seixas no Cabo Branco o ponto mais extremo
do leste brasileiro e do continente sul-americano.A cidade é considerada a
segunda mais verde do planeta e possui muitos atrativos turísticos. No
aglomerado urbano de João Pessoa há lindas atrações em Cabedelo, Conde e
Lucena.
Nos sertões do seridó paraibano, no sentido de Catolé do Rocha, o turista
pode deleitar-se com artesanatos e manufaturas de alta qualidade e, no
extremo oeste do estado, com as estâncias de Brejo das Freiras. Esses
sertões estão na depressão do semi-árido brasileiro que, errônea ou
ironicamente, é conhecido como alto sertão paraibano.
Em caso de curiosidade climática o turista que desejar conhecer a paisagem
da área mais seca do semi-árido brasileiro deve deslocar-se para
Cabaceiras e Taperoá sitos no vale do rio Paraíba, onde, ainda, se
localiza o município de Itabaiana.
O sertão dos cariris velho tem em Monteiro e São João do Cariri (já
próximo a Campina Grande nos sertões do curimataú) suas atrações
turísticas.
Na Paraíba, entre as comidas típicas, convêm mencionar o arrumadinho, o
pirão de queijo, o feijão verde com macaxeira, a costela de bode, o angu,
o mungunzá, a peixada e a buchada.
6. Estado de Pernambuco. Com cerca de 8 milhões de habitantes Pernambuco é
o segundo estado mais populoso do Nordeste cuja capital Recife tem 1,4
milhões de habitantes conurbada aos municípios de Jaboatão dos Guararapes
(558.680 hab.), Olinda (354.732 hab.), Paulista (238.473 hab.) e
Camaragibe (118.968 hab.).
O estado é dotado de um rico litoral úmido com tabuleiros e cinturões de
coqueiros conhecidos, turisticamente, como Costa do Sol, ao norte e Costa
Dourada, ao sul, do Recife onde estão as praias urbanas, conhecidas como
Pina e Boa Viagem.
Sito, em sua grande parte, na Superfície da Borborema, em pleno sertão,
está o microclimas da Serra da Boa vista onde se encontra a cidade do
Triunfo cujo pico é de 1.195 m de altitude. No sopé da serra está Serra
Talhada terra natal do cangaceiro Lampião que se tornou mito e desenvolveu
substantivo folclore em todo o Nordeste.
Vale lembrar que Pernambuco é o estado berço da maior diversidade e
qualidade folclórica do Brasil onde se destacam: baião, xote, maracatu
rural, maracatu de baque virado, forró de pé de serra, frevo, coco,
caboclinhos, ciranda, cavalo marinho, boi bumbá, lá ursa, burrinha, dança
de roda, xaxado, vaquejada, fandango, reisado, pastoril, embolada, banda
de pífano e outras danças folclóricas.
Recife é, também, uma das mais importantes portas de entrada para o
turismo mundial.
Olinda foi transformada em patrimônio histórico da humanidade pela UNESCO.
O carnaval tanto de Recife quanto o de Olinda são comparáveis, do ponto de
vista turístico, aos do Rio, Salvador e São Paulo.
Caruaru, em Pernambuco, e Campina Grande, na Paraíba, estão sempre
disputando quem faz o maior e melhor festejo junino em todo o Brasil.
Em Fazenda Nova, a Nova Jerusalém, maior teatro ao ar livre do mundo, é
palco do mundialmente, conhecido espetáculo da Paixão de Cristo.
Em seus 187 km de costa Pernambuco tem a particularidade de possuir uma
límpida corrente oceânica que forma o balneário de Porto de Galinhas, no
município de Ipojuca, quase adjacente ao complexo portuário de Suape no
turístico Cabo de Santo Agostinho.
Próximo a Barreiros está a Reserva Biológica de Saltinho onde o turista,
após visitá-la, pode entrar e se deleitar nas praias majestosas de
Tamandaré e dos Carneiros.
A ilha de Fernando de Noronha dispensa qualquer comentário sobre atração
turística e está a 340 km do continente. Nela insere-se o Parque Nacional
Marinho onde se refugiam os golfinhos rotadores.
Jaboatão dos Guararapes, além de possuir belas praias, também se destaca
como município histórico do ponto de vista da identidade nacional, na
medida em que a Insurreição Pernambucana (guerra contra os Holandeses)
teve sua vitória nos Montes Guararapes.
Na Superfície da Borborema, em pleno agreste, está a cidade de Garanhuns
sede do microclimas e promove o já muito freqüentado e conhecido Festival
de Inverno que vem atraindo multidões.
Nos caminhos do agreste estão Gravatá e Bezerros como centros turísticos e
que dão acesso aos municípios de Bonito e Camocim de São Felix cujas
potencialidades turísticas ainda estão por serem visualizadas.
No Sertão do São Francisco situa-se: o Lago de Itaparica em cujas margens
estão Petrolândia, Itacuruba e Belém do São Francisco.
Petrolina no grande complexo agroindustrial e de irrigação do Sub-Médio
São Francisco possui um aeroporto para vôos internacionais. Certamente, em
um futuro não muito distante, Petrolina se constituirá em mais uma porta
para o turismo mundial, agora, voltada para o semi-árido do Brasil para
atender toda riqueza turística e folclórica da Depressão São Franciscanas
que vai de Petrolina-Juazeiro até o estado de Minas Gerais e, também dos
lagos de: Itaparica, Paulo Afonso - Moxotó, Xingó nas Planuras do Baixo
São Francisco.
Entre Custódia e Floresta fica a Reserva Biológica da Serra Negra e, em
Inajá, a Reserva Biológica da Pedra Talhada em plena Bacia Sedimentar
Tucano-Jatobá.
No Sertão Pernambucano está a chapada do Araripe que, nos limites com o
Piauí e Ceará, oferta grande atração turística em pleno semi-árido,
podendo o turista se estender até o Parque Nacional da Serra da Capivara
no município piauiense de São Raimundo Nonato. Destaque-se, também, a
Missa do Vaqueiro em Serrita e o Centro Cultural Asa Branca em Exu onde
nasceu Luís Gonzaga.
As comidas típicas são: buchada, sarapatel, galinha de cabidela com fava,
lagostada, moqueca, goiamum, mão de vaca, guisado, peixada, rabada, bode
assado, beiju, tapioca, rapadura, cuscuz, melado, pé de moleque, baba de
moça, canjica, pamonha e caldo de cana.
7. Estado de Alagoas. Com seus 2,8 milhões de habitantes Alagoas tem a
maior densidade demográfica do Nordeste, ou seja, 101 hab/km². Possui um
litoral relativamente grande (270km) onde sua capital Maceió, com 790 mil
habitantes, oferece um grande número de atrações turísticas, muito em
particular nas lagoas do Mundaú e Manguaba além das belíssimas praias e
comidas típicas como sururu de capote, sururu de coco, ostra, peixada,
buchada, moqueca, cocada e caldo de cana.
Junto a Maceió se recomenda visitar Marechal Deodoro por terra ou barco
pela lagoa do Mundau. Ainda, no litoral, a Barra de São Miguel com sua
mais que majestosa paisagem torna a vista do turista com indescritível
beleza.
No agreste alagoano se destacam as paisagens de Arapiraca, Craibas, e de
Palmeiras dos Índios e no sertão as cidades de Santana do Ipanema e
Delmiro Gouveia.
Nas Planuras do Baixo Rio São Francisco além dos municípios sitos às
margens dos lagos (já referenciado anteriormente) tem-se a Barra do
Ipanema que oferece uma belíssima paisagem já próxima ao fim do cânion do
São Francisco em Pão de Açucar. É convidativo passar na ponte que liga
Porto Real de Colégio á Propriá.
Na chamada zona da mata, com boas reservas de mata atlântica, está a Serra
da Barriga de União dos Palmares, (onde se ergueu o quilombo dos Palmares)
nas proximidades de Murici e de Porto Calvo.
No litoral norte estão as praias de Maragoji, Japaratinga, Porto de Pedras
e as Barras do Jaguaribe e de Santo Antônio. No sul, São Miguel dos
Campos, Cururipe e Penedo possuem atrativos turísticos que recomendam
fantásticos divertimentos e passeios turísticos.
A foz do Rio São Francisco, em Piaçabuçu, é também recomendável ser
visitada e apreciada pelo ecossistema e beleza.
8. Estado de Sergipe. O menor estado brasileiro, em área, tem uma
população de 1,8 milhão de habitantes. A capital Aracajú tem,
aproximadamente, 500 mil habitantes. Além das praias, Aracajú oferece
belas paisagens e lindos manguezais. Próximo à praia de Pirambu situa-se a
Reserva biológica de Santa Isabel.
As principais atrações turísticas do estado estão nos municípios de: São
Cristóvão, Estância, Mangue Seco, Itabaiana d?Ajuda e nos lagos das
Planuras do Baixo São Francisco onde se destacam Canindé do São Francisco,
Propriá, Santana do São Francisco e Neópolis.
É recomendável se visitar a estância de Salgado no vale do rio Real e a
cidade de Boquim.
As comidas típicas são: pituzada, caranguejada, moqueca de ostra e de
arraia, carne de sol desfiada e peixada.
9. Estado da Bahia. Detentor da maior costa atlântica do Brasil (quase
1000 km) a Bahia possui o maior número de praias do Brasil onde o turismo
responde por cerca de 54% do produto interno bruto (PIB) do estado. É,
ainda, o mais populoso da Região Nordeste com 13,1 milhões de habitantes.
A capital, Salvador tem uma população de 2,3 milhões de habitantes. É,
também, uma porta de entrada para o turismo mundial no Nordeste.
As geomorfologias da Bahia são das mais interessantes do Brasil
diferenciando-se da seguinte maneira:
a) Na Depressão São Franciscanas incomensuráveis atrações turísticas
evidenciam-se em Correntina, Santa Maria da Vitória, Bom Jesus da Lapa,
Ibotirama, Xique-Xique. O lago de Sobradinho passando por Juazeiro até os
lagos de Itaparica e Paulo Afonso-Moxotó. Ainda, nas adjacências de Paulo
Afonso, encontra-se o Parque Nacional do Raso da Catarina com a bela Baixa
do Chico e a cidade de Jeremoado em plena bacia do Vaza Barris, palco da
guerra de Canudos onde, hoje, fica o açude de Cocorobó.
b) Na Bacia Sedimentar Tucano-Jatobá destacam-se as termas do Jorro, em
Tucano, e os tabuleiros e reserva indígena de Ribeira do Pombal.
c) No Litoral Úmido com Tabuleiros alternam-se como expressivas atrações
turísticas às praias do Forte, de Salvador, Ilha de Itaparica, Valença,
Morro de São Paulo, Ilhéus, Comandatuba, Cabrália-Porto Seguro, Arraial
d?Ajuda, Trancoso, Una, Prado, Canavieiras, Caravelas e o monumental
Parque Nacional Marinho de Abrolhos com a maior e diversificada variedade
de arrecifes do Brasil. Passear de barco ou lancha na Baía de Todos os
Santos é um deleite para todo e qualquer turista.
Na Superfície Conquista-Maracas estão às cidades de Itapetinga, Vitória da
Conquista, Brumado, Guanambi aptas para um diversificado eco e agro
turismo além de aventuras.
No Chapadão Oriental São Franciscanos estão as ilhas do rio Corrente, as
cidades de Barreiras, Formosa do Rio Preto e Santa Rita de Cássia. Existe,
ainda, no chapadão, uma rede hidrográfica superior a da Mesopotâmia, entre
o Tigre e o Eufrates, com quedas d?água e ecossistemas variados com
extensas áreas com plantio de grãos em projetos de irrigação.
f) Na Serra do Espinhaço-Chapada Diamantina os destaques de atrações
turísticas vão para Senhor do Bonfim, Jacobina, Seabra, Ibiquera, Iaçu,
Morro do Chapéu, Lençóis, Andaraí, Mucugê, Ituaçu e Rio de Contas sem se
falar da belíssima paisagem de Pai Inácio. Nesta área se encontram
cachoeiras, grutas, cavernas e grande biodiversidade da flora serrana. Na
transição para a Depressão São Franciscanas estão os sertões de irecê com
atrações turísticas tanto no platô (gruta dos Brejões) quantos nos baixios
que vão de Irecê passando por Central, Lapão até Xique-Xique.
Na Bahia cerca de 2,4 milhões de hectares são de parques, áreas de
proteção, cinturões verdes, reservas, estações ecológicas, jardins
botânicos e monumentos. Toda essa área equivale ao território do Estado de
Sergipe.
Por ser palco relativo da maior população de negros e mulatos do Brasil, a
Bahia, cultiva e vive toda uma tradição afro-brasileira com substantiva
influência na culinária e no sincretismo religioso. Por isso, atrai
visitantes de todo o mundo para suas festas religiosas e para o carnaval
que é um dos maiores do Brasil.
Na sua culinária destacam-se: vatapá, caruru, efó, duburu, ejá, acarajé,
peixada, lambreta e outras mais.
Com vista a se aproveitar às potencialidades dos sertões nordestinos
pode-se destacar os seguintes centros de apoio: i) Imperatriz, Bacabal, e
Balsas no Maranhão; ii) Picos no Piauí; iii) Sobral e Iguatu no Ceará; iv)
Patos na Paraíba; v) Salgueiro e Garanhuns em Pernambuco; Ibotirama,
Jequié e Vitória da Conquista na Bahia.
A guisa de se transformar as potencialidades turísticas do Nordeste em
realidade, a título de contribuição, se apresenta um sinótico guia para
referências de anteprojetos turísticos a níveis de áreas-programas ou
municípios. Para tanto, se explicitam os seguintes passos:
Classificação Hierárquica dos Atrativos Turísticos.
É sem dúvida o primeiro passo para o empreendedor tomar sua decisão que se
orienta no seguinte:
a) 1ª hierarquia - Atrativos excepcionais ou de excelência capazes de por
si só motivar correntes turísticas de outras regiões do País e do
exterior. Projeto Turístico da Costa Dourada, do PRODETUR, Fernando de
Noronha e Muro Alto, em Pernambuco, cidades históricas, grandes "resortes",
museus, a Costa de Sauípe, na Bahia, e São Raimundo Nonato, no Piauí, são
exemplos.
b) 2ª hierarquia ? Atrativos essenciais capazes de motivar corrente
importante de visitantes dos estados do Brasil e dos países vizinhos se os
mesmos estiverem acoplados e ordenados com outros como, por exemplo, os
atrativos das praias litorâneas, os dos lagos da CHESF, UHE, paisagens do
semi-árido, o rio São Francisco e seu cânion, a Paixão de Cristo no teatro
de Fazenda Nova, o São João de Caruaru e Campina Grande, a Festa do
Vaqueiro, eventos, feiras, Lençóis Maranhenses, Delta do Parnaíba, etc.
c) 3ª hierarquia - Atrativos importantes capazes de atrair turistas do
Nordeste se acoplados e ordenados com outros capazes de motivar correntes
turísticas locais, como exemplo centros de pesquisas, projetos modelos de
irrigação, etc.
d) 4ª hierarquia ? Atrativos acidentais que motivam apenas visitantes
locais e contribuam para complementar outros no desenvolvimento de
complexos turísticos dos tipos de lazer, esportes e gastronomia.
O como chegar? O onde ficar? O quanto custa? E as informações sobre a
exuberância, o esplendor, o encantamento e os estonteantes locais, imagens
e eventos, bem como, as diárias, hospedagem, etc. ficam a cargo das já
existentes agências de turismo no Brasil e no mundo e nas secretarias de
turismo estaduais e, eventualmente, municipais.
2. Levantamento das Facilidades Turísticas para Geração de Emprego e Renda
por Áreas-Programa (AP) ou municípios.
Considerando a vocação turística do Nordeste é muito importante conhecer
as fontes principais de geração de emprego e renda tais como:
a) Meios de Hospedagem - quanto ao número já instalado por municípios das
APs ou municípios suas capacidades instaladas, suas categorias, suas taxas
de ocupação média e seus preços praticados;
b) Serviços de alimentos e bebidas - quanto ao número total já instalado
nas Aps e nos municípios, capacidade instalada (número de mesas,
refeições, litros de bebidas, etc), suas categorias e seus preços;
c) Serviços de entretenimento e diversões - quanto ao número e tipos de
estabelecimentos e entretenimentos existentes nos municípios, suas
capacidades em relação ao número de clientes atendidos de forma simultânea
e respectiva horários de funcionamento e preços;
d) Serviços de agenciamento e promotores de turismo - quanto ao número
existente, serviços oferecidos e nível de preços;
e)Locação de veículos e embarcações - quanto ao número de empresas
instaladas, frota disponível e preços praticados;
f) Eventos - de acordo com a quantificação e qualificação das empresas
instaladas nos municípios, seus equipamentos, serviços disponíveis e
preços praticados;
g) Infra-estrutura de apoio - com verificação ao nível de cada AP e dos
municípios da existência dos serviços sua qualidade e níveis de preços;
h) Capacitação profissional - de acordo com a quantificação e qualificação
dos cursos regulares ou não de formação, capacitação e aperfeiçoamento da
mão-de-obra, convém explicitar a situação de indigência e tendências
demográficas de cada município, bem como o perfil da população em termos
de distribuição etária, escolaridade, emprego e renda. É importante
avaliar a política salarial da AP no Estado e sua influência. Os índices
de desenvolvimento humano (IDH) e os índices de condições de vida (ICV)
devem ser explicitados pela sua relevância;
i) Artesanato e manufaturas - quanto ao número de estabelecimentos gerando
os tipos e qualidade do artesanato ou manufatura, equipamentos disponíveis
e preços médios.
Acessibilidade.
Trata-se de diagnosticar e avaliar, no nível de município, na AP, e mesmo
de localidades turísticas os seguintes componentes:
a) Acesso Terrestre - sua extensão e qualidade da via de acesso, terminais
de passageiros, linhas regulares ou não de passageiros em termos de
destinos servidos, freqüência e qualidade dos veículos, serviços, etc.
Cabe avaliar a frota de veículos de aluguel em termos de quantidade e
qualidade, inclusive o nível de hospitalidade dos condutores, bem como,
das ferrovias;
b) Acesso Aéreo - com respectiva avaliação dos serviços e dos aeroportos;
c) Acesso Fluvial - quanto a quantidade, qualidade, vantagens e
desvantagens e segurança na via e nos portos fluviais, no caso dos rios
São Francisco, Capibaribe, Ipojuca e Una.
d) Acesso Marítimo - quando se tratar do grane e diversificado litoral
nordestino.
4. Segmentos do Mercado Turístico.
A título exemplificativo convém avaliar as motivações de viagem para os
seguintes tipos de turismo: negócios; desportivos; aventuras; religiosos;
culturais; científicos; gastronômicos; estudantis; congressos, seminários;
saúde e ecológico.
Aspectos Urbanísticos dos Municípios ou das APs.
Sob este ponto de vista convém analisar: os acessos; a água; a energia e
sua rede de distribuição; saneamento e saúde; transportes coletivos; lazer
e entretenimentos; comunicações; rádio e televisão; tipos e categorias de
hospedagens.
6. Estratégias de Desenvolvimento Sustentável
Sob este ângulo precisa-se além da estratégia geral de desenvolvimento
sustentável dos municípios da AP, a seguinte estratégia de turismo como
âncora das atividades geradoras de emprego e renda: turismo receptivo;
turismo social (empresarial) e de massa; lazer da população local; visitas
à sítios arqueológicos e áreas de preservação e turismo de aventuras.
7. Ofertas Turísticas.
Sob este prisma vale caracterizar:
a) Atrativos naturais - montanhas, planaltos, planícies, terras insulares,
hidrografia, queda d?água, rios, lagos, parques e reservas da flora e
fauna, grutas, cavernas, furnas, sítios arqueológicos, áreas de caça e
pesca, praias, manguezais, baías, enseadas, etc;
b) Atrativos culturais - monumentos, sítios históricos, instituições
culturais de estudo e pesquisa, festas, simpósios, comemorações,
gastronomia típica, artesanato, feiras e mercados, folclore, etc;
c) Atrativos das atividades econômicas - mineral, agrícola (irrigada e
sequeiro), pastoril, agroindustrial, industrial, maricultura,
sericicultura, carcinocultura, caça e pesca, etc;
Atrativos das UHE ? de Boa Esperança, Sobradinho (via Petrolina/Santa
Maria da Boa Vista) Itaparica, Paulo Afonso 1, II, III, IV e Moxotó com
extensão até Xingó (AL e SE).
Finalizando, é bom lembrar e enfatizar que a política regional e nacional
de turismo deve ter a prioridade do social como eixo fundamental de uma
política econômica nacional de desenvolvimento sustentável cujo objetivo
maior é a inclusão de 51 milhões de brasileiros que sobrevivem como
indigentes segundo dados oficiais da FGV no Mapa do Fim da Fome. |