Página Principal      Missão       Projetos       Publicações       Eventos       Galeria de Fotos       Turismo Sertanejo       Contatos

 

Objetivos da UNESCO para a Agenda Global do Século XXI

A Declaração do Milênio das Nações Unidas, como resultado da Cúpula do Milênio, realizada na cidade de New York, em setembro de 2000, definiu oito prioridades para o mundo até 2015, das quais são seis objetivos de Desenvolvimento do Milênio das Nações Unidas:

1. Erradicar a extrema pobreza e a fome; O número de pessoas em países em desenvolvimento vivendo com menos de um dólar ao dia caiu para 980 milhões em 2004, contra 1,25 bilhão em 1990. As maiores desigualdades estão na América Latina, Caribe e África Subsaariana. Neste ritmo de progresso, em 2015 ainda haverá 30 milhões de crianças abaixo do peso, somente no sul da Ásia e na África (UNESCO).  

2.  Atingir o ensino básico universal; mais de 100 milhões de crianças em idade escolar continuam fora da escola. A maioria são meninas que vivem no sul da Ásia e na África Subsaariana. Na América Latina e no Caribe, segundo o Unicef, crianças fora da escola somam 4,1 milhões (UNESCO). 

3. Promover a igualdade entre os sexos e a autonomia das mulheres; A desigualdade de gênero começa cedo e deixa as mulheres em desvantagem para o resto da vida. A participação feminina em trabalhos remunerados não-agrícolas cresceu pouco e os rendimentos permanecem reduzidos em relação aos homens em todo o mundo (UNESCO).  

4. Reduzir a mortalidade infantil; As taxas de mortalidade de bebês e crianças até cinco anos caíram em todo o mundo, mas o progresso foi desigual. Quase11 milhões de crianças ao redor do mundo ainda morrem todos os anos antes de completar cinco anos. A maioria por doenças evitáveis ou tratáveis: doenças respiratórias, diarréia, sarampo e malária. 

5. Melhorar a saúde materna; Complicações na gravidez ou no parto matam mais de meio milhão de mulheres por ano e cerca de 10 milhões ficam com seqüelas. Uma em cada 16 mulheres morre durante o parto na África Subsaariana. O risco é de uma para cada 3,800 em países industrializados. 

6. Combater o HIV/AIDS, a malária e outras doenças; Todos os dias 6,8 mil pessoas são infectadas pelo vírus HIV e 5,7 mil morrem em conseqüência da Aids - a maioria por falta de prevenção e tratamento.  Houve avanços importantes e o monitoramento dos infectados progrediu. Mesmo assim, só 28% do número estimado de pessoas que necessitam de tratamento o recebem. A malária mata um milhão de pessoas ao ano e dois milhões morrem de tuberculose por ano em todo o mundo (UNESCO). 

7. Garantir a sustentabilidade ambiental; A proporção de áreas protegidas em todo o mundo tem aumentado sistematicamente e a soma das unidades de conservação na terra e no mar é superior a 20 milhões de km².  Contudo, o monitoramento e administração dessas áreas está muito aquém do desejável, pondo em risco a integridade dos ecossistemas, dos manaciais hídricos e das populações tradicionais. A meta de reduzir em 50% o número de pessoas sem acesso à água potável está longe de ser cumprida, pois as condições de habitação em favelas e bairros pobres progridem lentamente (UNESCO).   

8. Estabelecer uma parceria mundial para o desenvolvimento; Os países pobres pagam a cada dia o equivalente a US$ 100 milhões em serviço da dívida para os países ricos. Parcerias para resolver o problema da dívida, ampliar ajuda humanitária, tornar o comércio internacional mais justo, baratear o preço de remédios, ampliar mercado de trabalho para jovens e democratizar o uso da internet, são algumas das metas (UNESCO).

Contudo, o progresso dos países periféricos, revelado pelos relatórios das Metas de Desenvolvimento do Milênio, produzidos nos últimos anos, deixam muito a desejar, em todos os sentidos sendo improvável que as metas para 2015 sejam alcançadas.
Enquanto os relatórios mostram que países como a China alcançaram melhorias significativas nos últimos anos, na África Subsaariana nenhum país conseguirá alcançar os objetivos do milênio até 2015 se os níveis de pobreza atuais não forem radicalmente modificados. Nesta região, aproximadamente 40% da população continua vivendo em condições de extrema pobreza.
Paradoxalmente, os gastos militares aumentaram significativamente, totalizando 1,4 trilhão de dólares em 2008. Diante desta realidade bélica, torna-se difícil pensar em melhor qualidade ambiental, ao sabermos que existem 8,4 mil ogivas nucleares operacionais no mundo, entre as quais 2 mil podem ser detonadas em poucos minutos. 
Diante deste quadro mundial caótico, no tocante á saúde do planeta, da humanidade e da biodiversidade, são questionáveis os acordos internacionais com o objetivo de tornar o mundo mais sustentável e socialmente justo.

 

 

© 2001-2008 - Todos os Direitos Reservados - Giovanni Seabra Consultoria Ambiental e Planejamento do Turismo Ltda
É proibida a reprodução total deste site sem prévia autorização.