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Em
reunião com o presidente Lula, no dia 2 de dezembro/2009, os
ministros Carlos Minc e Dilma Rousseff não se entenderam sobre a
proposta do Brasil a ser levada para a Conferência do Clima em
Copenhague, Dinamarca. A 15.ª Conferência das Partes acontece
entre os dias 7 e 18 de dezembro de 2009 e tem por objetivo
estabelecer o tratado que substituirá o Protocolo de Quioto,
vigente de 2008 a 2012.
O
ministro Carlos Minc sugeriu que o Brasil deve propor forte redução
e congelamento da emissões de gases do efeito estufa,
estabilizando nos níveis de 2005, e a redução do desmatamento.
No contra-fluxo dos avanços ambientais, a ministra Dilma Rousseff
defende a idéia que o Brasil precisa emitir mais, ou seja, com
todas as letras, poluir mais, para crescer. Tal visão é
desatualizada e retrógrada, no momento em que 192 países reúnem-se
para discutir o crescimento da economia sem aumentar as emissões.
Em
junho deste ano, os líderes das principais economias do mundo, em
encontro na Itália para o qual o presidente Luis Inácio da Silva
foi convidado, concordaram que era hora de os países fazerem
esforços para evitar que a temperatura média do planeta subisse
acima dos 2ºC, o que seria reconhecidamente uma catástrofe.
Contudo, após essa declaração, poucos países tomaram atitudes
consideráveis para combater o aquecimento global.
Até
o momento, o Brasil continua comprometido apenas com uma redução
de 72% no desmatamento da Amazônia, uma grande fonte das emissões
nacionais de CO2 na atmosfera, só não se sabe quando. Além de
ser 4º maior emissor de gases do efeito estufa, o Brasil pretende
emitir ainda mais carbono explorando o petróleo do pré-sal e
acelerando a produção de automóveis, em lugar de priorizar os
transportes coletivos, bem menos poluentes. Sobre como mitigar os
impactos ambientais da exploração do pré-sal e a inundação
das cidades pelos automóveis, o governo não disse nada.
Certo
mesmo é neste ano de 2009 sejam fabricados no Brasil 3,6
milhões de veículos, o que representará um crescimento de 20,9%
em relação a 2007, quando foram produzidos 2,977 milhões de veículos.
E isto graças aos incentivos governamentais.
Com
esta e outras atitudes o Brasil está adotando o modelo chinês de
desenvolvimento, um modelo de desenvolvimento sujo, pautado no
crescente aumento das emissões de carbono.
Estas
e outras questões sobre a contribuição eficaz do Brasil para o
aquecimento global precisam ser melhor esclarecidas. O País
agradece...
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